Prevalência e perfil sociodemográfico-epidemiológico da síndrome metabólica em comunidades rurais expostas a agrotóxicos na Amazônia: um estudo transversal em Belterra, Pará
DOI:
https://doi.org/10.33448/rsd-v14i12.50235Palavras-chave:
Síndrome metabólica, Prevalência, Perfil sociodemográfico, Epidemiologia, Amazônia.Resumo
O estudo aborda a síndrome metabólica em comunidades rurais expostas ambientalmente a agrotóxicos na Amazônia, com ênfase em perfis sociodemográficos e epidemiológicos no município de Belterra, no estado do Pará. A pesquisa justifica-se pela preocupação com impactos cardiometabólicos em populações vulneráveis dependentes de recursos naturais, onde o uso intensivo de herbicidas agrava riscos à saúde. O objetivo geral deste estudo é avaliar a prevalência de síndrome metabólica na população do município de Belterra. Os objetivos específicos incluem conhecer o perfil sociodemográfico da amostra, elaborar o perfil epidemiológico e identificar a síndrome metabólica usando critérios estabelecidos. A metodologia adota um desenho transversal com dados primários de n = 284 adultos residentes próximos a cultivos agrícolas, incorporando análises descritivas de variáveis antropométricas, bioquímicas e sociodemográficas. Os resultados indicam prevalência de 46,1% para síndrome metabólica, superior a estimativas urbanas, com predomínio feminino de 63,7%, idade média de 51,31 anos, sobrepeso em 41,2% e obesidade em 27,5%, além de alterações bioquímicas como triglicerídeos médios de 170,12 mg/dL. As conclusões destacam multifatorialidade demográfica da condição, propondo intervenções como vigilância ambiental adaptada para mitigar vulnerabilidades rurais amazônicas.
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