Anemia ferropriva: Fisiopatologia e parâmetros do hemograma em uma revisão narrativa da literatura
DOI:
https://doi.org/10.33448/rsd-v14i12.50258Palavras-chave:
Anemia ferropriva, Hemoglobinas, Eritropoiese, Hemograma, Deficiência de ferro.Resumo
A anemia ferropriva é a deficiência nutricional mais prevalente no mundo e decorre da baixa disponibilidade de ferro, mineral essencial para a eritropoiese e para a síntese de hemoglobina. Caracteriza-se como anemia microcítica e hipocrômica, manifestando-se clinicamente por fadiga, palidez e redução da capacidade funcional. O objetivo deste estudo foi sintetizar evidências recentes sobre a fisiopatologia da anemia ferropriva, os principais parâmetros hematológicos associados ao seu diagnóstico e aspectos gerais de prevenção. Trata-se de uma revisão narrativa da literatura, realizada nas bases PubMed/MEDLINE, SciELO, LILACS e Google Scholar, utilizando descritores em português e inglês relacionados à anemia ferropriva e às alterações hematológicas. Foram incluídos artigos publicados nos últimos cinco anos que abordassem mecanismos fisiopatológicos, indicadores laboratoriais e informações gerais de manejo preventivo. A literatura analisada demonstrou que a deficiência de ferro evolui de forma gradual, iniciando-se pela queda da ferritina, seguida de redução do ferro sérico e microcitose, culminando em hipocromia e diminuição da hemoglobina. O hemograma permanece como exame fundamental, destacando-se VCM, HCM, CHCM e RDW como marcadores essenciais na identificação das alterações eritrocitárias. Conclui-se que a integração entre parâmetros hematológicos e compreensão da fisiopatologia é indispensável para a adequada identificação da anemia ferropriva e para a adoção de medidas preventivas eficazes.
Referências
Al-Naseem, A. et al. (2021). Iron deficiency without anaemia: a diagnosis that matters. Clinical Medicine. 21(2), 107–13.
Branco, L. G. (2022). Arguição do perfil epidemiológico da anemia ferropriva no brasil entre 2018 e 2022. Revista de Patologia do Tocantins.
Brito, J. et al. (2021). O tratamento da anemia falciforme durante a pandemia pelo vírus SARS-CoV-2: uma mini-revisão. Revista Brasileira de Análises Clínicas (RBAC), 54(4), 368–378.
Cotter, J., Tye-Din, J., & Sparrow, M. P. (2020). Diagnosis and treatment of iron-deficiency anemia in gastrointestinal bleeding: A systematic review. World Journal of Gastroenterology, 26(45), 7242–7257.
Cruz, M. G. A., & Freire, M. R. L. C. (2023). Deficiência de ferro e o desenvolvimento da anemia ferropriva. Facit Business and Technology Journal, 1(45).
Santos, M. E. A. T. et al. (2024). Anemia: definição, epidemiologia, fisiopatologia, classificação e tratamento. Brazilian Journal of Health Review, 7(1), 4197–4209.
Fernandes, J. F. et al. (2020). Análise epidemiológica das internações por anemia ferropriva no Brasil. Hematology, Transfusion and Cell Therapy, 42(S2), 18–9. Doi: https://doi.org/10.1016/j.htct.2020.10.030.https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S2531137920303163?via%3Dihub
Ferreira, C. S. G., Ribeiro, J. V. F. & Oliveira, M. L. (2024). Importância do hemograma no diagnóstico da anemia: uma revisão bibliográfica. Revista Multidisciplinar do Nordeste Mineiro, 7(1). Doi: 10.61164/rmnm.v7i1.2740.https://revista.unipacto.com.br/index.php/multidisciplinar/article/view/2740
Freire, S. T., Alves, D. B. & Maia, Y. L. M. (2020). Diagnóstico e tratamento da anemia ferropriva. Referências em Saúde do Centro Universitário Estácio de Goiás, 3(1), 124–31.https://estacio.periodicoscientificos.com.br/index.php/rrsfesgo/article/view/209Gattermann, N. et al. (2021). The evaluation of iron deficiency and iron overload. Deutsches Ärzteblatt international.
Hain, D. et al (2023). Iron-Deficiency Anemia in CKD: A Narrative Review for the Kidney Care Team. Kidney Medicine, 5(8), 100677–100677.
Hall, J. E. (2021). Guyton & Hall: tratado de fisiologia médica. (14.ed). Editora GEN Guanabara Koogan.
Junqueira, L. C. U. & Carneiro, J. (2023). Histologia básica: texto e atlas. Coord. Paulo Abrahamsohn. (14.ed). Editora Guanabara Koogan.
Kumar, A. et al. (2022). Iron deficiency anaemia: pathophysiology, assessment, practical management. BMJ Open Gastroenterology. 9(1), e000759–e000759.
Kumar, S. B. et al. (2022). Iron Deficiency Anemia: Efficacy and Limitations of Nutritional and Comprehensive Mitigation Strategies. Nutrients. 14(14), 2976, 20.
Liberal, Â., Neves, P., Ferreira, C. M., & Lemos, P. C. (2020). Fighting Iron-Deficiency Anemia: Innovations in Food Fortificants and Biofortification Strategies. Foods, 9(12), 1871–1871.
Mantadakis, E. (2020). Iron deficiency anemia in children residing in high and low-income countries: risk factors, prevention, diagnosis and therapy. Mediterranean Journal of Hematology and Infectious Diseases. 12(1), e2020041–e2020041.
Migone, M., Migone, D., Caradonna, G., & Migone, M. (2021). acquired refractory iron deficiency. Mediterranean Journal of Hematology and Infectious Diseases, 13(1), e2021028.
Moscheo, C. et al. (2022). New Insights into Iron Deficiency Anemia in Children: A Practical Review. Metabolites. 12(4), 289.
Pereira de, A. P. et al. (2020). Incidência de anemia ferropriva em mulheres no período gestacional. Centro Universitário de Patos - UNIFIP Curso de Medicina: Journal of Medicine and Health Promotion. v. 5.
Pereira, A. S., Shitsuka, D. M., Parreira, F. J. & Shitsuka, R. (2018). Metodologia da Pesquisa Científica. Santa Maria: Editora da UFSM
Piskin, E. et al. (2022). Iron Absorption: Factors, Limitations, and Improvement Methods. ACS Omega. 7(24), 20441–56.
Rodrigues, M. D., VIeira, G. L. C. & Sírio, M. A. O. (2024). Epidemiologia da anemia ferropriva gestacional em um município do sudeste do Brasil. Saúde e Pesquisa. 17(3), 1- 14. Doi: 10.17765/2176-9206.2024v17n3.e12357. https://periodicos.unicesumar.edu.br/index.php/saudpesq/article/view/12357.
Rother, E. T. (2007). Revisão sistemática x revisão narrativa. Acta Paulista de Enfermagem. 20(2), 5-6.
Sacramento, A. P., et al. (2024). Relatório para a sociedade 448: Derisomaltose férrica para o tratamento de pacientes adultos com anemia por deficiência de ferro, independente da causa, após falha terapêutica, intolerância ou contraindicação aos sais de ferro oral. Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação e do Complexo Econômico-Industrial da Saúde, Ministério da Saúde.
https://www.gov.br/conitec/pt br/midias/consultas/relatorios/2024/sociedade/07032024_448_ReSoc_derisomaltose_anemia.pdf/view.
Silva, L. A., Lima, L. P. & Farias, A. C. (2020). Anemia de doença crônica no idoso: aspectos clínicos e fisiopatológicos. Revista Brasileira de Geriatria e Gerontologia. 23(1), 1–12.
Souza, S. M. S. & Silva, C. D. L. (2023). Hemograma: das técnicas manuais à automação. In: Pessoa, D. L. R. (org.). Farmácia: pesquisa, produção e difusão de conhecimentos. (2.ed). Editora Atena. Doi: https://doi.org/10.22533/at.ed.349232305.
https://atenaeditora.com.br/catalogo/ebook/farmacia-pesquisa-producao-e-difusao-deconhecimentos-2.
Talarico, V., Trovato, E., Scarpelli, S., Scicchitano, E., Larussa, T., & Luzza, F. (2021). Iron deficiency anemia in celiac disease. Nutrients, 13(5), 1695.
Wolf, M., Rossom, R. C., Trost, J. C., Kujawa, S. M., Thorson, H. O., Le, P., Zirkelbach, L., Dinh, N. H., & O’Connor, P. J. (2020). Effects of Iron Isomaltoside vs Ferric Carboxymaltose on Hypophosphatemia in Iron-Deficiency Anemia. JAMA, 323(5), 432–432.
Xavier, N. B. C. et al. (2022). Anemia ferropriva: uma abordagem diagnostica e terapêutica. Repositório Anima. https://repositorio.animaeducacao.com.br/items/e252de49-c8b1-4972-b9ce-170730d4d11a.
Yang, J. et al. (2023). Iron Deficiency and Iron Deficiency Anemia: Potential Risk Factors in Bone Loss. International Journal of Molecular Sciences. 24(8), 6891.
Downloads
Publicado
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2025 Osvaldo Júnior Morais Moreira, Maria da Paixão Morais Moreira, Jaine Ferreira Boaes, Thalia Costa Liam, Manuely Pereira Costa, Adrielle Costa Duarte, Pablo de Matos Monteiro

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.
Autores que publicam nesta revista concordam com os seguintes termos:
1) Autores mantém os direitos autorais e concedem à revista o direito de primeira publicação, com o trabalho simultaneamente licenciado sob a Licença Creative Commons Attribution que permite o compartilhamento do trabalho com reconhecimento da autoria e publicação inicial nesta revista.
2) Autores têm autorização para assumir contratos adicionais separadamente, para distribuição não-exclusiva da versão do trabalho publicada nesta revista (ex.: publicar em repositório institucional ou como capítulo de livro), com reconhecimento de autoria e publicação inicial nesta revista.
3) Autores têm permissão e são estimulados a publicar e distribuir seu trabalho online (ex.: em repositórios institucionais ou na sua página pessoal) a qualquer ponto antes ou durante o processo editorial, já que isso pode gerar alterações produtivas, bem como aumentar o impacto e a citação do trabalho publicado.
