Impactos da orientação em saúde em pacientes portadores de doenças metabólicas na prática clínica em comunidades de baixa renda: uma experiência na Estratégia Saúde da Família Parque Verde, no município de Belém, estado do Pará (PA), Brasil
DOI:
https://doi.org/10.33448/rsd-v14i12.50313Palavras-chave:
Atenção Primária à Saúde, Dislipidemias, Educação em Saúde, Estudantes de Medicina, Síndrome Metabólica, Ensino e Aprendizagem.Resumo
Objetivo: Relatar a experiência de estudantes de medicina na identificação de barreiras epidemiológicas e socioculturais e na implementação de estratégias educativas para a gestão de doenças metabólicas na Estratégia Saúde da Família (ESF) Parque Verde, em Belém-PA. Metodologia: Trata-se de um estudo descritivo, do tipo relato de experiência, vivenciado durante quatro meses no contexto do módulo de Interação Ensino, Serviço, Comunidade e Gestão. As atividades envolveram diagnóstico situacional dos registros de hipertensão e diabetes, escuta qualificada sobre hábitos de vida e realização de intervenção educativa prática ("Pequeno-almoço Saudável") para desmistificar custos da alimentação. Resultados: Identificou-se um cenário de alta prevalência de fatores de risco metabólicos, corroborado por dados municipais que apontam Belém com taxas de dislipidemia superiores a 21%. A vivência revelou que a baixa adesão ao tratamento não medicamentoso estava associada a mitos sobre o alto custo da dieta saudável. A intervenção prática resultou em maior envolvimento comunitário e redução da resistência ao acompanhamento nutricional. Conclusão: A integração ensino-serviço permitiu aos discentes compreender que a gestão das doenças metabólicas em áreas vulneráveis exige ultrapassar a prescrição farmacológica, adotando estratégias de educação em saúde culturalmente adaptadas e economicamente viáveis.
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