Compreensão da complexidade da Síndrome da Apneia Obstrutiva do Sono: fisiologia, consequências e abordagens terapêuticas - Uma revisão de literatura
DOI:
https://doi.org/10.33448/rsd-v15i3.50761Palavras-chave:
Apneia, Qualidade de vida, Distúrbio respiratório.Resumo
A Síndrome da Apneia Obstrutiva do Sono (SAOS) é um distúrbio respiratório caracterizado por episódios recorrentes de apneia e hipopneia durante o sono, associados à obstrução parcial ou total das vias aéreas superiores. Esses eventos resultam em hipóxia intermitente, fragmentação do sono e hiperativação simpática, desencadeando repercussões metabólicas, cardiovasculares e neurocognitivas que comprometem a qualidade de vida. Este estudo teve como objetivo analisar a complexidade do funcionamento da SAOS no organismo humano, enfatizando a fisiologia do sono, as consequências clínicas e as abordagens terapêuticas individualizadas. Foi realizada uma revisão narrativa da literatura recente, contemplando artigos científicos publicados nos últimos anos em bases de dados indexadas. Os achados evidenciam que a fisiopatologia da SAOS é multifatorial, envolvendo alterações anatômicas, neuromusculares e metabólicas, além da influência de fatores como obesidade, envelhecimento e consumo de substâncias depressoras do sistema nervoso central. O diagnóstico baseia-se principalmente na polissonografia, complementado por métodos domiciliares e biomarcadores emergentes. Em relação ao tratamento, o CPAP permanece como padrão-ouro, embora alternativas como dispositivos orais, terapias miofuncionais, mudanças de estilo de vida, cirurgias e novas abordagens farmacológicas tenham ganhado destaque. A higiene do sono se mostrou um recurso complementar relevante, melhorando adesão terapêutica e sintomas. A SAOS apresenta evolução clínica complexa e está associada a desfechos adversos significativos. O manejo eficaz exige estratégias terapêuticas personalizadas, integrando recursos tradicionais e complementares. A compreensão ampliada de sua fisiopatologia e a adoção de condutas individualizadas são essenciais para reduzir complicações, melhorar a adesão ao tratamento e otimizar a qualidade de vida dos pacientes.
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