Impacto do treinamento resistido na saúde física e qualidade de vida de mulheres em pós-menopausa
DOI:
https://doi.org/10.33448/rsd-v15i4.50935Palavras-chave:
Menopausa, Treinamento de força, Exercício físico, Qualidade de vida, Saúde da mulher.Resumo
Este estudo teve como objetivo analisar as evidências científicas sobre os efeitos do treinamento resistido na saúde física e na qualidade de vida de mulheres na pós-menopausa. Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, com abordagem quantitativa, realizada nas bases de dados PubMed e Biblioteca Virtual em Saúde (BVS). Foram incluídos estudos publicados entre 2015 e 2026, disponíveis na íntegra, nos idiomas português, inglês e espanhol, que investigaram intervenções com treinamento resistido nesse público. Ao final da seleção, oito estudos compuseram a amostra. De modo geral, os resultados mostram que o treinamento resistido contribui para o aumento da força muscular, melhora da composição corporal — com aumento da massa magra e redução da gordura corporal — além de benefícios na densidade mineral óssea e em indicadores metabólicos. Também foram observadas melhorias na capacidade funcional e na qualidade de vida, principalmente em intervenções de curto prazo. Conclui-se que o treinamento resistido é uma estratégia eficaz para a promoção da saúde em mulheres na pós-menopausa, sendo importante a continuidade da prática para manutenção dos benefícios.
Referências
Batista, M. A., et al. (2018). Exercício resistido em mulheres com síndrome metabólica na pós-menopausa. Revista Brasileira de Fisiologia do Exercício, 17(2), 119. https://doi.org/10.33233/rbfe.v17i2.2126
Bittar, S. T., et al. (2016). Physical exercises with free weights and elastic bands can improve body composition parameters in postmenopausal women: WEB protocol with a randomized controlled trial. Menopause, 23(4), 383–389.
Borba-Pinheiro, C. J., et al. (2016). Resistance training programs on bone related variables and functional independence of postmenopausal women in pharmacological treatment: A randomized controlled trial. Archives of Gerontology and Geriatrics, 65, 36–44.
Carneiro, M. A. S., et al. (2022). Effects of resistance training at different loads on inflammatory biomarkers, muscle mass, muscular strength, and physical performance in postmenopausal women. Journal of Strength and Conditioning Research, 36(6), 1582–1590.
Casey, M., et al. (2024). Socioecological factors influencing physical activity engagement for women across the menopausal transition: A systematic review. Menopause, 31(5), 433–446. https://doi.org/10.1097/GME.0000000000002337
Collado-Mateo, D., et al. (2021). Key factors associated with adherence to physical exercise in patients with chronic diseases and older adults: An umbrella review. International Journal of Environmental Research and Public Health, 18(4), 2023. https://doi.org/10.3390/ijerph18042023
El Khoudary, S. R., et al. (2019). The menopause transition and women's health at midlife: A progress report from the Study of Women’s Health Across the Nation (SWAN). Menopause, 26(10), 1213–1227. https://doi.org/10.1097/GME.0000000000001424
Fausto, D. Y., et al. (2026). Jazz dance and concurrent training for menopausal symptom relief: Evidence from the MenosPausa mais movimento project. Menopause, 33(1), 57–66.
Fragala, M. S., et al. (2019). Resistance training for older adults: Position statement from the National Strength and Conditioning Association. Journal of Strength and Conditioning Research, 33(8), 2019–2052. https://doi.org/10.1519/JSC.0000000000003230
Geraldo, D., et al. (2018). Avaliação das ações do profissional de educação física no NASF para qualidade de vida em saúde da mulher nas fases de climatério, menopausa e pós-menopausa. Revista Brasileira de Gestão e Desenvolvimento Regional, 14(1), 354–376.
González-Gálvez, N., et al. (2024). Resistance training effects on healthy postmenopausal women: A systematic review with meta-analysis. Climacteric, 27(3), 296–304. https://doi.org/10.1080/13697137.2024.2310521
Greendale, G. A., et al. (2019). Bone mineral density loss in relation to menopause. Journal of Bone and Mineral Research.
Haroun, H. S. W., et al. (2016). Reproductive cycles in females. MOJ Women’s Health, 2(2), 00028. https://doi.org/10.15406/mojwh.2016.02.00028
Howe, T. E., et al. (2011). Exercise for preventing and treating osteoporosis in postmenopausal women. Cochrane Database of Systematic Reviews, (7). https://doi.org/10.1002/14651858.CD000333.pub2
Kienberger, Y., et al. (2022). Effects of whole body vibration in postmenopausal osteopenic women on bone mineral density, muscle strength, postural control and quality of life: The T-bone randomized trial. European Journal of Applied Physiology, 122(11), 2331–2342.
Landi, F., et al. (2022). Sarcopenia and its role in older adults. Aging Clinical and Experimental Research.
Li, J., et al. (2024). Effects of physical activity on body composition in postmenopausal women. American Journal of Epidemiology.
Libardi, C. A., et al. (2012). Effect of resistance, endurance, and concurrent training on TNF-α, IL-6, and CRP. Medicine & Science in Sports & Exercise, 44(1), 50–56. https://doi.org/10.1249/MSS.0b013e318229d2e9
Lira, D. C., et al. (2023). Affective response of postmenopausal women to resistance training on stable and unstable surfaces: A randomized cross-over study. Geriatrics, Gerontology and Aging.
Mendes, K. D. S., et al. (2008). Revisão integrativa: Método de pesquisa para a incorporação de evidências na saúde e na enfermagem. Texto & Contexto Enfermagem, 17(4), 758–764.
Mendoza, N., et al. (2016). Benefits of physical exercise in postmenopausal women. Maturitas, 88, 79–83.
Monteleone, P., et al. (2018). Symptoms of menopause: Global prevalence, physiology and implications. Nature Reviews Endocrinology, 14, 199–215. https://doi.org/10.1038/nrendo.2017.180
Money, J., et al. (2024). Effects of resistance training on health outcomes in postmenopausal women.
Nilsson, S., et al. (2024). A 2-year follow-up to a randomized controlled trial on resistance training in postmenopausal women. BMC Women’s Health, 24(1), 511.
Nunes, P. R. P., et al. (2016). Effect of resistance training on muscular strength and indicators of abdominal adiposity, metabolic risk, and inflammation in postmenopausal women. Age, 38(2), 40.
Nunes, P. R., et al. (2016). Resistance training improves muscle strength and functional performance in postmenopausal women. Menopause.
Oliveira-Júnior, G., et al. (2022). Resistance training volume enhances muscle hypertrophy, but not strength in postmenopausal women. Journal of Strength and Conditioning Research, 36(5), 1216–1221.
Peres, J. S., et al. (2024). Strength training in female climacteric: Evidence and benefits according to scientific literature. Research, Society and Development, 14(9). https://doi.org/10.33448/rsd-v14i9.49595
Pereira, A. S. et al. (2018). Metodologia da pesquisa científica. UFSM.
Risemberg, R. I. C.; Wakin, M. & Shitsuka, R. (2026). A importância da metodologia científica no desenvolvimento de artigos científicos. Revista E-Acadêmica, 7(1), e0171675. https://doi.org/10.52076/eacad-v7i1.675
Rodrigues, G. S., et al. (2026). Epigenetic signatures and genetic variants associated with muscle strength in postmenopausal women. Physiological Genomics.
Sá, K., et al. (2023). Resistance training for postmenopausal women: Systematic review and meta-analysis. Menopause, 30(1), 108–116. https://doi.org/10.1097/GME.0000000000002079
Santos, T. R., et al. (2024). Implications of physical activity practice on cardiometabolic indicators in the post-menopause period: A review of the literature. Research, Society and Development, 12(13). https://doi.org/10.33448/rsd-v12i13.44433
Sarmento, A. C. A., et al. (2022). Efficacy of hormonal and nonhormonal approaches to vaginal atrophy and sexual dysfunctions in postmenopausal women: A systematic review. Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia, 44(10), 986–994. https://doi.org/10.1055/s-0042-1756148
Schoenfeld, B. J., et al. (2017). Dose-response relationship between weekly resistance training volume and increases in muscle mass: A systematic review and meta-analysis. Journal of Sports Sciences, 35(11), 1073–1082. https://doi.org/10.1080/02640414.2016.1210197
Silva Assunção, et al. (2017). Influência do climatério na qualidade de vida feminina. Revista de Saúde.
Souza, M. T., et al. (2010). Revisão integrativa: O que é e como fazer. Einstein, 8(1), 102–106.
Stuenkel, C. A., et al. (2015). Treatment of symptoms of the menopause. The Journal of Clinical Endocrinology & Metabolism, 100(11), 3975–4011.
The North American Menopause Society. (2017). The 2017 hormone therapy position statement. Menopause, 24(7), 728–753.
Whittemore, R., et al. (2005). The integrative review: Updated methodology. Journal of Advanced Nursing, 52(5), 546–553.
Downloads
Publicado
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2026 Bianca Ângelo de Lima, Patrícia Marques de Lima, Paula Adriana dos Santos de Fontes, Aluísio Avelino Pinto

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.
Autores que publicam nesta revista concordam com os seguintes termos:
1) Autores mantém os direitos autorais e concedem à revista o direito de primeira publicação, com o trabalho simultaneamente licenciado sob a Licença Creative Commons Attribution que permite o compartilhamento do trabalho com reconhecimento da autoria e publicação inicial nesta revista.
2) Autores têm autorização para assumir contratos adicionais separadamente, para distribuição não-exclusiva da versão do trabalho publicada nesta revista (ex.: publicar em repositório institucional ou como capítulo de livro), com reconhecimento de autoria e publicação inicial nesta revista.
3) Autores têm permissão e são estimulados a publicar e distribuir seu trabalho online (ex.: em repositórios institucionais ou na sua página pessoal) a qualquer ponto antes ou durante o processo editorial, já que isso pode gerar alterações produtivas, bem como aumentar o impacto e a citação do trabalho publicado.
