Acompanhamento farmacoterapêutico de pacientes com DPOC e/ou asma por meio da telefarmácia: Uma revisão de escopo
DOI:
https://doi.org/10.33448/rsd-v15i4.50936Palavras-chave:
Asma, Assistência Farmacêutica, Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica, Telefarmácia.Resumo
A telefarmácia vem se tornando uma prática comum em todo o mundo, contribuindo para a melhoria da adesão ao tratamento, o uso racional de medicamentos e o fortalecimento do autocuidado dos pacientes, especialmente em momentos de crise. Trata-se de uma revisão de escopo da literatura com o objetivo de reunir evidências sobre a efetividade e instrumentos que possam subsidiar a prática clínica do cuidado farmacêutico por telefarmácia aos pacientes com Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) e asma. As bases de dados PubMed, Scopus e Lilacs, foram utilizadas em conjunto com os descritores “cuidado farmacêutico”, “telefarmácia”, “teleconsulta”, “DPOC” e “asma”, combinados com operadores booleanos para busca dos artigos. Foram incluídos estudos em português, inglês, espanhol e francês, sem recorte temporal, que abordassem intervenções farmacêuticas em pacientes com DPOC ou asma por telefarmácia. Após aplicação dos critérios de seleção e elegibilidade, foram selecionados 10 artigos para análise final. Intervenções farmacêuticas realizadas por meio da telefarmácia contribuem para o controle dos sintomas, a adesão ao tratamento e a melhoria da técnica inalatória. Esses achados reforçam o acompanhamento farmacêutico remoto como estratégia de apoio ao manejo das doenças como DPOC e asma e para a população que apresenta dificuldade para o atendimento presencial na unidade de saúde. Conclui-se que a telefarmácia se apresenta como uma ferramenta viável e promissora para a ampliação da oferta do cuidado farmacêutico, favorecendo a adesão, a correta execução da técnica inalatória e o controle da doença.
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