Perfil epidemiológico da insuficiência renal crônica em Pernambuco: Uma análise de 2017 a 2022
DOI:
https://doi.org/10.33448/rsd-v15i4.50964Palavras-chave:
Hemodiálise, Insuficiência Renal Crônica, Perfil Epidemiológico, Custos de Cuidados de Saúde, Saúde Pública.Resumo
Introdução: A insuficiência renal crônica (IRC) é uma doença que provoca a perda progressiva e irreversível da função dos rins, sendo um problema de saúde pública em escala global. Objetivo: Caracterizar o perfil epidemiológico da IRC no estado de Pernambuco no período de 2017-2022. Método: Trata-se de um estudo quantitativo de séries temporais do tipo ecológico e descritivo com uso de estatística descritiva com Gráficos e linhas, Gráficos de colunas, classes de dados, valores de média e desvio padrão e uso de análise estatística sobre internações, óbitos, quantidade/gastos com hemodiálises coletados no DATASUS. As variáveis foram o sexo, raça e faixa etária e os dados foram analisados quanto a normalidade e apresentados como total, média e erro padrão. Resultados: Pernambuco teve a sétima média anual no Nordeste para internações e hemodiálise. Houve diferença para internações em todas as idades, prevalecendo em homens não brancos. Os óbitos e gastos com serviços hospitalares gerais foram prevalentes em homens adultos não brancos. Os gastos e números de hemodiálise foram mais elevados em homens, não sendo possível observar essa diferença quanto a raça. Conclusão: Este estudo evidencia um perfil de acometimento e acesso/gastos hospitalares maior da IRC em homens não brancos. O perfil de mortalidade difere entre as faixas pediátricas e adulta, possivelmente pela origem da IRC e sua progressão. No entanto, após os 20 anos, os homens são os principais responsáveis pelos altos registros e gastos com hemodiálises, e não brancos morrem mais. Esses achados apoiam políticas de saúde mais equitativas e ampliam a base para pesquisas sobre fatores sociais e biológicos na progressão da IRC.
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