Transtorno Dismorfíco Corporal em pacientes que buscam harmonização facial
DOI:
https://doi.org/10.33448/rsd-v15i4.51007Palavras-chave:
Harmonização facial, Transtorno dismórfico corporal, Saúde mental.Resumo
A crescente procura por procedimentos de harmonização orofacial, impulsionada por padrões estéticos difundidos pelas redes sociais, tem evidenciado a associação com o Transtorno Dismórfico Corporal (TDC), condição caracterizada por preocupação excessiva com defeitos percebidos na aparência e insatisfação persistente. Este estudo teve como objetivo analisar a relação entre o TDC e a busca por procedimentos estéticos faciais, bem como a responsabilidade do cirurgião-dentista nesses casos. Trata-se de uma revisão de literatura, de natureza qualitativa e descritiva, realizada nas bases SciELO, PubMed, Biblioteca Virtual em Saúde e Google Acadêmico, incluindo publicações entre 2013 e 2026. Após aplicação dos critérios de elegibilidade, 17 artigos compuseram a amostra final. Os resultados indicam que a prevalência de TDC é significativamente maior em pacientes que buscam procedimentos estéticos faciais, podendo ser até vinte vezes superior à população geral. Observa-se que esses indivíduos apresentam distorção da autoimagem e recorrem repetidamente a intervenções sem obtenção de satisfação duradoura, uma vez que o transtorno possui origem psicológica. Conclui-se que a harmonização facial pode representar risco iatrogênico em pacientes com TDC, sendo fundamental a identificação precoce do transtorno, a avaliação psicológica prévia e a atuação ética do cirurgião-dentista, priorizando a saúde mental e o cuidado integral do paciente.
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