Divergências da atuação fonoaudiológica na Unidade de Terapia Intensiva Neonatal e no alojamento conjunto
DOI:
https://doi.org/10.33448/rsd-v15i4.50883Palavras-chave:
Fonoaudiologia, Recém-Nascido, Unidade de Terapia Intensiva Neonatal, Alojamento Conjunto.Resumo
Introdução: A atuação fonoaudiológica no ambiente hospitalar neonatal diferencia-se conforme o contexto assistencial da Unidade de Terapia Intensiva Neonatal e no Alojamento Conjunto, por meio da intervenção com o binômio mãe-bebê. Na Unidade de Terapia Intensiva Neonatal, as intervenções concentram-se na avaliação das funções orais, na transição segura da alimentação alternativa para via oral e na estimulação precoce de recém-nascidos de risco. No Alojamento Conjunto, predominam ações educativas, preventivas e de incentivo ao aleitamento materno, com ênfase na orientação familiar. O objetivo desse trabalho é analisar as diferenças na atuação fonoaudiológica nos cuidados a bebês na Unidade de Terapia Intensiva Neonatal e Alojamento Conjunto, com foco nas técnicas relacionadas à fonoaudiologia. Métodos: Revisão integrativa com quatro bases de dados, onde foi conduzida uma leitura e análise dos estudos publicados no período entre 2020 e 2025, com os descritores (*Fonoaudiologia*) e (*Maternidade*) e (*Recém Nascido*) em português, (*Speech-Language Pathology*) and (*Hospitals, Maternity*) and (*Infant, Newborn*) em inglês. Também foram utilizados os descritores (*Fonoaudiologia*) e (*Recém Nascido*) em português, (*Speech-Language Pathology*) and (*Infant, Newborn*), em inglês. Resultados: A partir de doze artigos, oito concentraram-se na Unidade de Terapia Intensiva Neonatal, três contemplaram a Unidade de Terapia Intensiva Neonatal e o Alojamento Conjunto e um tratou exclusivamente do Alojamento Conjunto. Conclusão: O presente estudo analisou que a atuação fonoaudiológica neonatal apresentou diferenças significativas em relação as duas unidades, revelando os objetivos assistenciais fonoaudiológicos que cada ambiente demanda.
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