Ansiedade odontológica infantil: Fatores associados e estratégias de manejo
DOI:
https://doi.org/10.33448/rsd-v15i4.50910Palavras-chave:
Criança, Odontopediatria, Saúde bucal, Ansiedade relacionada ao tratamento odontológico, Manejo comportamental.Resumo
A ansiedade odontológica infantil é um dos principais desafios da odontopediatria, pois influencia diretamente o comportamento da criança e pode comprometer a adesão ao tratamento e a saúde bucal ao longo da vida. Fatores como experiências negativas prévias, presença de dor, características socioeconômicas, temperamento infantil e ansiedade dos pais estão entre os mais associados ao desenvolvimento desse quadro. Estratégias de manejo não farmacológicas têm mostrado eficácia na redução da ansiedade e na melhoria da cooperação infantil. Esse estudo tem como objetivo analisar os fatores associados à ansiedade odontológica infantil, suas consequências no comportamento e na adesão ao tratamento, e a efetividade das principais estratégias não farmacológicas de manejo descritas na literatura. Caracteriza-se como uma revisão bibliográfica narrativa, de natureza descritiva e exploratória, que foi realizada através de buscas de artigos publicados entre 2000 e 2025, em português, inglês e espanhol, nas bases de dados PubMed, Scielo, Lilacs e Google Scholar. A análise dos estudos apontou que a ansiedade odontológica infantil está relacionada a diferentes fatores emocionais, comportamentais e familiares, podendo interferir negativamente na cooperação da criança durante o atendimento odontológico. Observou-se também que o uso de estratégias não farmacológicas contribui para a redução da ansiedade e favorece um atendimento mais tranquilo e humanizado.
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