Alveolite seca pós-extrações dentárias
DOI:
https://doi.org/10.33448/rsd-v15i4.50975Palavras-chave:
Exodontia, Alveolite seca, Complicações pós-operatórias.Resumo
A exodontia é um dos procedimentos cirúrgicos mais realizados na Odontologia, indicada para remoção de dentes comprometidos por lesões cariosas, doença periodontal ou outras alterações patológicas. Embora seja rotineira, pode gerar complicações, sendo a alveolite seca a mais frequente, caracterizada pela perda precoce do coágulo e exposição óssea, causando dor intensa e retardando a cicatrização. Este trabalho teve como objetivo analisar a ocorrência, os fatores de risco e as principais estratégias de prevenção e tratamento da alveolite seca por meio de uma revisão narrativa baseada em artigos publicados entre 2014 e 2024 nas bases SciELO, PubMed e Google Acadêmico. A análise permitiu identificar aspectos relacionados à etiologia, prevalência, manejo clínico e medidas preventivas. A revisão narrativa mostrou que a prevalência da alveolite seca é maior em extrações traumáticas, especialmente de terceiros molares inferiores. Os principais fatores predisponentes foram tabagismo, uso de contraceptivos orais, higiene bucal inadequada, infecção prévia e trauma cirúrgico. Verificou-se que medidas preventivas, como clorexidina, técnicas atraumáticas e orientações detalhadas, são mais eficazes que o tratamento. Quando instalada, a condição é tratada de forma paliativa, por meio da irrigação do alvéolo e da utilização de curativos analgésicos até promover a cicatrização. Além dessas medidas, estudos demonstraram que a aplicação de laser terapêutico de baixa intensidade também auxilia no manejo da alveolite.
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